Schuster lança coleção em homenagem aos 50 anos do Itamaraty

Publicado em 16/04/2017

Schuster Móveis e Design lança coleção em homenagem aos 50 anos do Itamaraty

A comemoração do cinquentenário do Palácio Itamaraty, completado há poucos dias, precisamente no dia 14 de março, está movimentando diversos eventos festivos no decorrer de todo o ano de 2017, dentre eles, publicações de livros, exposições e reedições de móveis.

O elegante complexo arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer, sede oficial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, oficialmente destinado para atividades diplomáticas, como celebrações de atos internacionais, recepções oficiais, reuniões de imprensa, encontros de trabalho e as mais diversas negociações, celebra com grande força, este ano, os 50 anos da sua fundação. O Palácio Itamaraty, também conhecido como Palácio dos Arcos, foi inaugurado em 1967 no Rio de Janeiro, na cidade de Itamaraty, e transferido para Brasília, onde foi reinaugurado e restabelecido em 1970.

Durante este ano comemorativo, cerca de 20 artistas vêm desenvolvendo obras exclusivas para o Palácio, entre os quais diplomatas, arquitetos e designers. A proposta é reeditar algumas peças e estrear outras, de forma a vitalizar a mobília do prédio, reafirmando a cor do Brasil neste contexto comemorativo. Entre os eventos comemorativos, destacam-se os lançamentos e a reedição dos móveis, como algumas peças destinadas ao Palácio projetadas pelo designer Bernardo Figueiredo.

Além das reedições de peças de arte, muitas outras peças do mobiliário serão reparadas. Para isso, diplomatas e acadêmicos se reuniram para discutir decisões sobre o assunto, e já muitas peças, dentre as mais de 300, como mesas de escritório e de centro, foram recuperadas. Sabe-se que uma das características mais prezadas do Palácio Itamaraty é a combinação entre arquitetura, arte e mobiliário modernos e peças antigas. Mesmo com essa proposta de recuperação de alguns móveis, a ideia inicial de arquitetura e decoração deve ser mantida.

BERNARDO FIGUEIREDO
Alguns dos trabalhos de Bernardo Figueiredo acomodados ao Palácio Itamaraty são as afamadas Cadeiras Bahia e Arcos. As peças do designer, falecido em 2012, a quem a Schuster dedica memória na reedição dos móveis do Palácio, fazem parte do que Bernardo intitulou, à época, de ?Desenho Brasileiro?, um projeto de mobília pautado em técnicas e em materiais nacionais, como a palha, o couro e a madeira de jacarandá. Essa proposta nacionalista da mobília foi ideal para o Palácio Itamaraty, uma vez que o espaço foi concebido para receber inúmeras visitas estrangeiras e apresentar o Brasil aos visitantes internacionais. Não sem razão, o prédio foi construído apenas com materiais brasileiros e adornado com obras e paisagismo exclusivamente de artistas e profissionais nacionais ou naturalizados aqui, como Athos Bulcão, Alfredo Volpi, Sergio Camargo, Maria Martins, Portinari, Burle Marx, Bruno Giorgi, Joaquim Tenreiro e Sergio Rodrigues.

Um dos maiores nomes do design nacional, Bernardo Figueiredo desenvolveu, em média, 80 desenhos em um período de 6 anos, desde peças mais populares a peças palacianas, como os móveis do Palácio de Itamaraty. Dentre as peças, destacam-se a Cadeira Bahia, o Sofá Conversadeira e a Poltrona Rio, todas reeditadas este ano pela Schuster.

A Cadeira Bahia, fixada em uma das salas que acolhem delegações oficias do Palácio, chamada sala Bahia, teve sua origem em uma viagem que Bernardo realizou a Salvador. Segundo ele mesmo, lá encontrou várias cadeiras de espaldar (encosto) alto, com vários vazamentos, compostas de palha ou de estofamento. Ao retornar para o Rio, ele concretizou a sua ideia, criando uma peça com respaldar alto, associada a propostas do desenho moderno. Surgiu, assim, a Cadeira Bahia, em memória, talvez, de um momento bonito que passou em um dos estados mais queridos do nordeste.

Como em muitas de suas criações, Bernardo idealizou uma das suas mais importantes criações a partir de uma experiência fora da sua rotina. Foi em uma pescaria que ele concebeu o seu desenho mais célebre, ao qual dedicava especial apreço: a Poltrona Rio, uma peça sem estofamento, de materiais leves, com estrutura arejada e com outras características do estado tropical ao qual faz referência.

O clássico Sofá Conversadeira, desenvolvido originalmente em 1960 para o Palácio Itamaraty, com técnicas da mais alta marcenaria, segue tradições nacionais clássicas; é produzido com madeira e palha e sobreposto com almofadas de fibra siliconada, que lhe atribuem especial charme e conforto. O móvel ficava fixado na cobertura do Palácio dos Arcos, e era disposto juntamente com outros sofás de modelo semelhante, de modo a permitir a conversa entre os presentes. A partir desse móvel, a obra de Bernardo foi descoberta pelo mercado nacional e, com isso, muitas reedições foram feitas industrialmente.

A SCHUSTER
Além das reedições dos móveis desenhados por Bernardo, a Schuster lançará produtos exclusivos para a comemoração dos 50 anos do Palácio Itamaraty. São eles a Poltrona Leve e a Mesa de Centro Cristal, ambos em desenvolvimento.

A Schuster, marca gaúcha de Santo Cristo, que é referência no mercado de mobiliário e design brasileiro de alto padrão e que este ano também celebra 50 anos de história, conta com 17 criações de Bernardo Figueiredo em seu portfólio. A empresa participará da série de ações comemorativas do Itamaraty com uma reedição das peças, renovando a coleção.

A Schuster tem grande relação com importantes ícones da arquitetura e do design nacionais. Com seu meio século de mercado, a marca vem desenvolvendo mobílias modernas e requintadas que alcançam não apenas o território nacional, mas o norte-americano e os europeus. A empresa possui um acervo de mais de 20 categorias de produtos, dentre eles, cadeiras, mesas, poltronas, escrivaninhas, estantes, pufes, luminárias, móveis bar que somam por volta de 600 produtos em linha. Suas coleções se constituem de ideias originais e poéticas, como "Híbridos sonhos", "Segunda Pele", "Perfume de Nostalgia" e "Presente contínuo". A marca também desenvolve coleções dedicadas exclusivamente a acervos de um único autor, como a "Design do Autor", que reúne obras como as de Bernardo Figueiredo, que conta com uma edição de 10 móveis, dentre eles o Sofá Deck, a Cadeira Viky, a Poltrona Ipanema e os outros acima citados, reeditados para o Palácio.

Na comemoração dos seus também 50 anos este ano, a Schuster tem participado de muitos eventos no setor mobiliário de alto padrão, dentro e fora do país, e tem consolidado ainda mais seu sofisticado trabalho no decorrer do tempo.

FOTOS: ANITA BACK/LAIF/GLOW IMAGES E AGÊNCIA O GLOBO (RETRATO BERNARDO FIGUEIREDO)
http://casavogue.globo.com/Design/noticia/2017/03/schuster-lanca-moveis-em-homenagem-aos-50-anos-do-itamaraty.html

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